10 músicas que (quase) destruíram carreiras de bandas e artistas

Ao longo da história da música, muitos artistas conseguem encontrar uma fórmula que funciona e passam anos repetindo esse mesmo modelo ou fazendo pequenos ajustes para conseguir manter seu sucesso.
Porém, há também os momentos em que certas bandas decidem explorar novos caminhos criativos de forma mais ousada, talvez para provar que conseguem ir além do som que as consagrou.
A grande questão é que essa tentativa, em alguns casos, pode não sair como esperado. E bandas lendárias como Guns N’ Roses e Eagles são provas de que, em certas situações, uma única canção pode marcar o início de uma crise que se torna bastante difícil de contornar.
Em certos casos, essas músicas nem são consideradas ruins e podem até funcionar dentro da discografia da banda ou do artista, mas o contexto em que surgiram pode ter sido o culpado de determinados conflitos.
A seguir, confira uma lista reunida pelo Far Out com alguns exemplos de canções que (quase) destruíram carreiras de lendas da música.
10 músicas que (quase) destruíram carreiras de bandas e artistas
Guns N’ Roses – “Sympathy for the Devil”
É raro ver uma simples cover representar um ponto de ruptura para uma banda, mas foi exatamente isso que aconteceu com o Guns N’ Roses. O grupo conseguiu reunir todos os seus integrantes para gravar uma versão de “Sympathy for the Devil”, clássico dos The Rolling Stones, para a trilha sonora de Entrevista com o Vampiro (1994).
Porém, a releitura praticamente marcou o fim de uma era. O guitarrista Slash era conhecido por detestar a música e chegou a apontar que ela representou o momento em que tudo desmoronou dentro da banda. Ainda assim, a faixa entrou na coletânea de maiores sucessos do Guns, mas ela ficou marcada como o último suspiro da formação original do grupo.
Weezer – “Can’t Stop Partying”
O Weezer se consolidou com músicas de rock alternativo que celebravam o universo nerd, como “Buddy Holly” e “My Name is Jonas”, mas Rivers Cuomo e seus companheiros parecem não ter acertado ao decidir apostar em um som pop quando a banda se reuniu após um hiato nos anos 90.
A mudança foi perceptível e o grupo até conseguiu um certo sucesso na cena pop, mas decepcionou muitos fãs com o lançamento de “Can’t Stop Partying”, parceria com o rapper Lil Wayne que serviu como tentativa de criar um hit pop sobre um homem que só quer curtir as baladas. No fim, o grupo entregou uma faixa um tanto quanto constrangedora que não foi bem aceita pelos fãs.
Madonna – “American Life”
Apesar de Madonna ter conquistado uma legião de fãs por desafiar os padrões ao longo de sua carreira, a proposta da artista para “American Life”, faixa-título do seu nono disco lançado em 2003, não foi tão bem aceita assim.
Escrita em protesto contra a iminente Guerra do Iraque, a maior parte da música e do videoclipe causaram estranhamento no público. Marcada por batidas eletrônicas desconexas e uma voz modificada da Rainha do Pop, a canção ainda apresenta uma das primeiras vezes em que a artista decidiu explorar o rap, mas nada combinou muito bem.
Van Halen – “Humans Being”
A trajetória do Van Halen sempre foi marcada por mudanças turbulentas de vocalistas, mas o clima nos bastidores ficou ainda mais pesado durante a criação da música “Humans Being”.
A faixa encomendada para compor a trilha sonora do filme Twister surgiu em meio a tensões entre o guitarrista Eddie Van Halen e o vocalista Sammy Hagar. Eddie inicialmente rejeitou as ideias de Hagar para a letra por considerá-las abaixo da média e, incomodado com as reações durante a criação dessa faixa e de outras duas usadas em uma coletânea de grandes sucessos, Hagar decidiu se afastar do Van Halen para se dedicar a outros projetos.
Fim de uma era!
The Beach Boys – “Summer of Love”
Por muito tempo, o som dos Beach Boys foi enaltecido principalmente pela atenção aos detalhes do brilhante Brian Wilson. Mas, na década de 1980, quando o músico enfrentava um período difícil de sua vida, o vocalista Mike Love fez o grupo arriscar uma nova vertente que acabou não pegando muito bem.
Foi nesse contexto que surgiu “Summer of Love”, uma tentativa falha de se reconectar com o que os jovens estavam ouvindo. Indo contra o espírito divertido e ensolarado dos trabalhos anteriores da banda, Love tentou apostar em um rap, que tornou a faixa ainda mais estranha.
Aerosmith – “Girls of Summer”
Depois de ter se consolidado com um dos grandes nomes do rock nos anos 1970, o Aerosmith perdeu um pouco seu rumo ao querer apostar em uma sonoridade mais voltada ao Pop.
Esse movimento ficou evidente em “Girls of Summer”, faixa que marcou um forte distanciamento da banda em relação ao seu som – tanto que a maioria da banda decidiu não aparecer no clipe por ser algo tão diferente do que eles queriam ser.
The Clash – “We Are the Clash”
No início dos anos 1980, o The Clash já estava passando por um momento de instabilidade e não demorou muito para que Mick Jones fosse demitido por Joe Strummer, mas a decisão de Strummer de continuar no grupo e tentar ressuscitar a banda não foi bem-sucedida.
O grupo lançou o álbum Cut the Crap, que não teve uma boa repercussão, e um dos destaques dessa tentativa falha foi a faixa “We Are the Clash”. Strummer tentou reafirmar a identidade do grupo, mas não entregou o que desejava – tanto que, mais tarde, o músico inclusive chegou a admitir que sentiu vergonha do álbum.
Pink Floyd – “Comfortably Numb”
É preciso dizer que “Comfortably Numb” não tem nenhum problema pensando em seu aspecto musical. Na verdade, a canção é considerada uma das mais emblemáticas da banda, mas as consequências do lançamento do disco The Wall, do qual a faixa fez parte, foram pesadas.
Apesar da obra ter marcado um dos melhores momentos da colaboração entre Roger Waters e David Gilmour, a realidade é que os integrantes tinham conflitos criativos, levando até à demissão do tecladista Richard Wright durante a produção (e à sua recontratação posteriormente).
A partir dali, a relação entre os músicos nunca mais foi a mesma.
Eagles – “Victim of Love”
As decisões criativas dos Eagles muitas vezes foram estabelecidas por Don Henley e Glenn Frey mas, durante a gravação de Hotel California, a relação dos integrantes começou a ficar mexida por conta de uma situação envolvendo “Victim of Love”.
O guitarrista Don Felder ajudou a compor a música em questão e insistiu para gravar os vocais, mas a sugestão foi rejeitada por Henley, que decidiu enganar Felder e regravar a faixa por cima de sua voz.
Apesar de Felder ter compreendido a decisão, a tensão criada refletiu no disco seguinte da banda e, após sentir que seus pagamentos estavam diminuindo, Felder protagonizou uma briga com Frey durante um show beneficente.
Metallica – “I Disappear”
É indiscutível a influência do Metallica na cena do Metal, mas até uma banda tão prestigiada assim também conseguiu afetar sua carreira por conta de uma música que não deu muito certo. A faixa em questão foi “I Disappear”, composta para a trilha do segundo filme da franquia Missão Impossível.
Foi depois do lançamento dela que Lars Ulrich ganhou alguns desafetos, já que descobriu através dela que que os fãs estavam usando a pirataria para ouvir músicas gratuitamente e isso deu início a toda a briga da banda com o Napster.
A reação do artista gerou uma série de protestos dos fãs contra a banda, e esse foi apenas o início dos problemas já que, após a saída do baixista Jason Newsted, o Metallica lançou o disco St. Anger e perdeu ainda mais pontos com o grande público.
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Lara Teixeira
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LR
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