Piscicultura ganha força e coloca Barra do Piraí no mapa da produção de peixes

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Foto: PMBP

Barra do Piraí – Barra do Piraí começa a se consolidar como um novo polo da piscicultura no Médio Paraíba, a partir de uma política pública voltada ao fortalecimento da produção rural e à diversificação da economia local. Uma parceria entre a Prefeitura, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj) está viabilizando o uso de maquinários agrícolas para apoiar diretamente produtores dedicados à criação de peixes, atividade com alto potencial de geração de renda no campo.

A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Agricultura com apoio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar, contempla desde a preparação do solo até a abertura e recuperação de tanques, reduzindo custos operacionais que, na prática, inviabilizavam a entrada ou a expansão de pequenos e médios produtores no setor.

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A prefeita Katia Miki ressaltou que o fortalecimento da aquicultura faz parte de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento rural e econômico do município.

“Esse projeto fortalece o produtor, gera renda, movimenta a economia local e valoriza o campo. Barra do Piraí tem potencial para se tornar referência regional na produção de peixes”, afirmou.

Com o avanço do programa e a ampliação do número de produtores atendidos, Barra do Piraí passa a se posicionar como um novo ponto da cadeia produtiva do pescado no Sul Fluminense, conectando produção rural, geração de renda e desenvolvimento regional.

O primeiro produtor atendido foi José Santos da Silva, conhecido como Cowboy, proprietário do Rancho do Cowboy, em Ipiabas, distrito que historicamente possui tradição na criação de tilápias. A chegada do maquinário marca o início da execução prática do programa no município.

Segundo o secretário municipal de Agricultura, Eduardo Groetaers, o objetivo é ampliar a base produtiva rural e transformar a piscicultura em uma atividade economicamente viável para mais famílias.

“Estamos oferecendo uma estrutura que o produtor dificilmente conseguiria bancar sozinho. Com esse apoio, quem já cria peixes pode ampliar a produção, e quem tem um projeto pode entrar na atividade com mais segurança econômica”, afirmou.

Além da abertura de tanques, o programa também prevê manutenção das propriedades e melhoria das estradas vicinais, fatores essenciais para o escoamento da produção e redução de perdas logísticas.

Assistência técnica garante viabilidade econômica

Todo o processo conta com acompanhamento técnico da Fiperj, que atua desde a análise da qualidade da água até o dimensionamento correto dos tanques, garantindo produtividade e sustentabilidade ambiental.

De acordo com o técnico Itamar Benévolo, da unidade Médio Paraíba da fundação, o suporte técnico é determinante para o sucesso econômico do projeto.

“A assistência técnica evita erros que geram prejuízo ao produtor. A ideia é garantir que cada tanque seja viável do ponto de vista produtivo e econômico”, explicou.

Para a subsecretária estadual Ana Paula Caldas, o projeto representa a retomada de uma vocação produtiva que havia sido enfraquecida ao longo dos últimos anos.

“Ipiabas sempre teve tradição na criação de tilápias. Essa atividade acabou se perdendo, muito por falta de estrutura e apoio. Agora, com o poder público assumindo parte desse custo, a piscicultura volta a ser uma alternativa real de renda”, destacou.

Segundo ela, o modelo adotado em Barra do Piraí pode ser replicado em outros municípios da região, fortalecendo a cadeia produtiva do pescado no interior fluminense.

A piscicultura é considerada uma atividade estratégica por apresentar ciclo produtivo relativamente curto, boa aceitação no mercado e possibilidade de integração com o turismo rural e a gastronomia local. Para produtores familiares, a atividade pode representar renda complementar ou principal, com menor dependência de fatores climáticos quando comparada a outras culturas.

O produtor José Santos da Silva afirma que aguardava o projeto há mais de dois anos e acredita que o apoio recebido será decisivo para ampliar sua produção.

“Esse apoio vai mudar a realidade do meu trabalho. Sem a máquina, o custo era muito alto. Agora, consigo produzir mais e garantir renda para minha família”, disse.

 

 

Mayra Gomes

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