Filipe Bragança fala sobre música após “Coração Acelerado” e revela preparação para “100 Dias” (ENTREVISTA)
Filipe Bragança, João Raul em “Coração Acelerado”, enfrenta um momento de despedida: o final das gravações da novela e a hora de dizer adeus ao personagem que marcou os telespectadores. Em entrevista ao POPline, o ator comentou sobre sua experiência na produção, relação com a música — principalmente com o sertanejo, gênero que explorou em seu papel na novela —, carreira musical e seu próximo trabalho, o longa “100 Dias”, onde dará vida ao inesquecível Amyr Klink. Confira a entrevista completa!
Foto: Instagram @filipe_braganca
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“Coração Acelerado” está chegando ao fim. Como você faz um balanço dessa experiência e o que acredita que vai levar desse trabalho para a sua carreira?
Filipe: “Foi uma experiência muito especial. A novela me deu a oportunidade de explorar um lado meu que o público da TV ainda não conhecia tanto, que é a música, além de viver um personagem que passou por uma trajetória muito bonita. Acho que vou levar o amadurecimento que esse trabalho trouxe e as amizades que fiz no elenco, na equipe e na produção.”
Foto: Instagram @filipe_braganca
O público acompanhou uma versão sua que atua e canta ao longo da novela. Como foi conciliar essas duas frentes durante as gravações?
Filipe: “Foi intenso, mas muito prazeroso. A atuação e a música sempre conversaram comigo de alguma forma. Antes de eu viver o Sidney Magal no cinema, eu já tinha feito muito teatro musical, inclusive acho que isso foi uma das principais razões que me fizeram conseguir o papel. Poder unir as duas coisas em um mesmo projeto é um presente. Claro que exigiu bastante preparação, ensaios e dedicação, mas acho que uma linguagem acabou alimentando a outra. Quando o personagem sobe ao palco, ele também está contando uma história.”
Foto: Instagram @filipe_braganca
Muitos fãs passaram a pedir que você invista mais na carreira musical. Esse é um caminho que você pretende seguir? Podemos esperar lançamentos autorais ou novos projetos ligados à música?
Filipe: “Fico muito feliz com esse retorno. A música sempre fez parte da minha vida, mas nunca tive a pretensão de transformá-la em uma carreira paralela. Nunca digo nunca, porque gosto de deixar as coisas acontecerem naturalmente. Mas, neste momento, meu foco continua sendo a atuação.”
Foto: Instagram @filipe_braganca
Depois de viver esse universo musical em “Coração Acelerado”, existe algum artista ou estilo musical que despertou sua curiosidade e que você gostaria de explorar?
Filipe: “Passei a admirar ainda mais o universo sertanejo. Eu sou de Goiânia, cresci tendo muito contato com esse gênero, mas nunca foi algo que esteve presente nas minhas playlists. Por conta da novela, obviamente, eu tive uma imersão no sertanejo e descobri muitas músicas e artistas incríveis. O Panda, por exemplo, é um deles. Existe uma entrega muito grande dos artistas ao público e uma conexão muito bonita com quem acompanha esse gênero. Foi um ambiente que me acolheu muito durante a novela.
Gravei com vários artistas e todos foram muito simpáticos. Isso também me fez pensar na força cultural que um gênero carrega. Se fosse uma novela focada no universo do pagode, do forró, do funk ou do gospel, por exemplo, ela seria completamente diferente, mas igualmente rica em referências.”
Foto: Instagram @filipe_braganca
Seu próximo grande projeto é o filme “100 Dias”, no qual você interpreta Amyr Klink. Como foi a preparação para dar vida a uma figura tão importante da história brasileira?
Filipe: “Foi uma preparação muito profunda. Passei bastante tempo pesquisando sobre a vida do Amyr, assistindo a entrevistas e tentando entender não só o navegador extraordinário que ele é, mas também o ser humano por trás dessa trajetória. Também houve uma preparação física importante, porque o filme exige muito desse aspecto. Eu emagreci mais de 10kg. Foi uma mudança física que é visualmente muito nítida, mas os efeitos foram muito além do visual. Eu lembro que durante a gravação eu nunca senti tanto frio, porque estava com o índice de gordura corporal muito baixo.
Também fiquei bem mais introspectivo, mais reservado, só queria ficar em casa. Tive que aprender a remar e fiquei em observação, tipo um estudo de 24 horas direto dentro de um barco a remo numa piscina, para entender como o Amyr se mexia nele, dormia nele e por aí vai. É um personagem que me desafiou de uma forma completamente diferente.”
Depois de uma novela em que o público conheceu seu lado musical e de um filme tão diferente como “100 Dias”, que tipo de desafios você espera encontrar nos próximos passos da sua carreira?
Filipe: “O que mais me move é a possibilidade de não me repetir. Gosto de personagens que me tirem da zona de conforto, que me façam aprender habilidades novas e olhar para o mundo por perspectivas diferentes. Acho que é isso que torna essa profissão tão fascinante. Espero continuar encontrando histórias que me desafiem e que também consigam emocionar o público.”
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Leonardo Nascimento

LR



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