H.FOA amplia debate sobre prematuridade durante ‘Novembro Roxo’
Foto: Divulgação
Volta Redonda – O Dia Mundial da Prematuridade, celebrado anualmente em novembro, reforça a importância da conscientização sobre os riscos, causas e consequências do parto prematuro. A data integra o movimento internacional Novembro Roxo, que ressalta a necessidade de fortalecer o pré-natal, qualificar o cuidado especializado e apoiar famílias que enfrentam a jornada da prematuridade.
Criado em 2008 pela Fundação Europeia para o Cuidado de Recém-Nascidos, o Dia Mundial da Prematuridade rapidamente se tornou um marco global. Em 2025, a campanha ganhou novo destaque ao ser oficialmente incorporada ao calendário da Organização Mundial da Saúde (OMS). Este ano, o tema “Inícios saudáveis, futuros promissores” reforça a mensagem de que cada bebê merece um começo justo e um desenvolvimento pleno.
A pediatra do Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA), Dra. Thaís Ferraz, reforça que a prevenção começa no pré-natal, etapa decisiva para reduzir casos evitáveis. Segundo ela, identificar precocemente condições como hipertensão, diabetes e infecções urinárias é fundamental para evitar o parto antecipado.
“Um bom acompanhamento de pré-natal é crucial para a prevenção da prematuridade. A detecção e o tratamento precoce de comorbidades maternas reduzem a chance do nascimento precoce. E, quando não é possível reduzir os riscos, conseguimos preparar emocionalmente essa família e direcionar essa gestante para uma maternidade com estrutura adequada”, explica.
A prematuridade, definida como o nascimento antes de 37 semanas completas é hoje a principal causa de morte infantil antes dos cinco anos. Segundo a OMS, 15 milhões de bebês nascem prematuros todos os anos, o que representa um em cada dez partos no mundo. No Brasil, os números chegam a aproximadamente 340 mil casos anuais, colocando o país entre os dez com maiores índices de partos prematuros.
Os desafios enfrentados pelos recém-nascidos prematuros são significativos. Dificuldades respiratórias, maior vulnerabilidade a infecções, instabilidade térmica e riscos neurológicos estão entre os principais problemas nos primeiros dias de vida. Mesmo após a alta hospitalar, o acompanhamento contínuo é essencial para acompanhar crescimento, desenvolvimento motor, cognitivo e visual.
Sobre os desafios enfrentados pelos bebês após o nascimento, a especialista destaca que tudo depende da idade gestacional.
“Quanto menor a idade gestacional, maiores serão os desafios: desconforto respiratório, necessidade de ventilação mecânica, hemorragia cerebral e infecções”, afirma. Ela ressalta que o H.FOA conta com uma equipe multidisciplinar qualificada e humanizada no manejo desses recém-nascidos, o que contribui para desfechos mais positivos.
A Dra. Thaís também explica que o cuidado continua mesmo após a alta hospitalar. O retorno para casa marca uma nova fase para as famílias, que precisam estar preparadas para um acompanhamento contínuo e individualizado.
“A jornada de cuidar de um prematuro pode ser desafiadora, mas com informação e apoio adequados, cada passo se torna uma oportunidade de fortalecer a saúde e o bem-estar do bebê”, comenta.
Ela reforça que curvas de crescimento específicas, calendário vacinal rigoroso e acompanhamento multidisciplinar fazem parte da rotina desses recém-nascidos. Além disso, envolver os pais desde a internação é essencial para que o cuidado em casa aconteça com mais segurança e tranquilidade.
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adrielly ribeiro
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LR
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