Festival de Curimba reúne terreiros de três estados em Volta Redonda

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Festival de Curimba foi idealizado para celebrar a cultura e a musicalidade das religiões de matrizes africanas – Foto: Valéria Nascimento

Volta Redonda – Neste domingo (23), o Memorial Zumbi, em Volta Redonda recebeu cerca de 700 pessoas para a 8ª edição do Festival de Curimba do Sul Fluminense. Realizado pelo Centro Espírita Nossa Senhora da Guia, o evento contou com a participação de 11 terreiros que inscreveram composições inéditas de pontos e cantigas, concorrendo às categorias tema livre, tema especial, melhor intérprete e melhor torcida.

O Festival de Curimba foi idealizado para celebrar a cultura e a musicalidade das religiões de matrizes africanas, além da igualdade e da democracia religiosa. Nesta edição, o evento contou com apresentações de artistas da música afro-religiosa como a cantora Glória Bonfim, o Mestre Sapopemba e o cantor Thuan.

Com 18 anos de carreira, interpretando canções que valorizam divindades do panteão Bantu e Iorubá, como inkisis e orixás, o show de Glória Bonfim foi uma das principais atrações do Festival de Curimba do Sul Fluminense. A cantora destacou a importância do evento para a região.

“O Festival de Curimba Sul Fluminense é um acontecimento de todo ano, sempre fui convidada e achei maravilhoso. É um evento muito importante para nós, para a nossa raça. Enquanto eu puder, estarei presente. Obrigada, Volta Redonda. Estamos juntas e juntos”, declarou Glória Bonfim.

O terreiro vencedor da categoria tema especial, que esse ano destacou o encantado “Zé Pelintra- Do Catimbó à Lapa” foi o Iupajá (Irmandade Umbandista Pai Joaquim de Angola, de Barra do Piraí), que além do troféu personalizado, recebeu um jogo de atabaques artesanais confeccionados especialmente para o festival, além de garantirem a participação no Atabaque de Ouro, que reúne terreiros de todo o país.

“Estamos muito felizes com a premiação, porque foi um trabalho que preparamos com muito carinho e dedicação para representar a força de Zé Pelintra. A classificação para o Atabaque de Ouro também é muito importante para o nosso terreiro, que vai poder mostrar ao Brasil a arte, a música e a cultura da nossa fé”, afirmou Duty de Oxóssi, ogã do terreiro de Umbanda Iupajá.

Sid Soares, pai pequeno do Centro Espírita Nossa Senhora da Guia (CENSG), produtor cultural e idealizador do Festival de Curimba do Sul Fluminense, destacou a a importância da participação de terreiros tanto da região quanto de outros estados, como Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

“O Festival de Curimba cresce a cada edição, graças ao trabalho árduo de produção de filhas e filhos do CENSG que se dedicam durante meses para entregar um evento potente, de cultura e fé dos povos de religiões de matrizes africanas. E nada disso seria possível sem a participação de cada terreiro que se inscreve para apresentar a sua arte que valoriza a sua religiosidade através da música e da interpretação, além da energia das torcidas que tornam a arena do Memorial Zumbi um local de celebração e respeito”, afirmou pai Sid Soares.

Confira a lista de terreiros vencedores:

Tema livre

1o: Terreiro Tupinambá Cipriano Família Unida

2o: Tenda de Umbanda Caboclo Zumby

3o: Grupo Afro Ya Mi Dunda

Tema especial

Iuapajabá (Irmandade Umbandista Pai Joaquim de Angola)

Torcida

Tenda Espírita de Oxóssi

Intérprete

Tenda Espírita de Oxóssi

 

Lívia Nascimento

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