Barra Mansa celebra sonhos, identidade e representatividade em ação cultural transformadora – Barra Mansa
Autora Mônica Melanie apresentou história do livro “O Sonho de Rosinha”, na Escola Vocacionada Socioambiental Ada Bogato, emocionando crianças e destacando a força da ancestralidade e do pertencimento
A Prefeitura de Barra Mansa, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, realizou nesta sexta-feira (27), uma ação cultural sobre representatividade. A atividade aconteceu na Escola Vocacionada Socioambiental – Ciep 483 Ada Bogato, no Paraíso de Cima, contemplando estudantes do 1º ao 4º ano do Ensino Fundamental com uma apresentação da história do livro “O Sonho de Rosinha”, da autora Mônica Melanie. A própria escritora foi quem interpretou a obra para os pequenos. O momento foi de aprendizado, sensibilidade, conscientização e incentivo aos sonhos.
Com músicas, interação e encenação pelos espaços da escola, a apresentação envolveu as crianças na trajetória da personagem Rosinha, uma menina negra que sonha em ser astronauta. De forma lúdica, a narrativa despertou reflexões sobre identidade, pertencimento e a importância de acreditar que todos podem ocupar qualquer espaço que desejarem.
Para Mônica Melanie, a obra nasce da necessidade de ampliar horizontes na literatura infantil. “A principal mensagem deste livro é a representatividade e a ancestralidade. A Rosinha abre essa porta do sonho para outras meninas negras que muitas vezes aparecem apenas no lugar de dor nas histórias. Na literatura infantil, a gente consegue apresentar novas perspectivas. É uma grande realização ver as crianças sonhando e querendo ser mais. Eu vejo no rosto delas o quanto ficam animadas”, destacou a autora.
A diretora da unidade, Cristiana Aparecida, ressaltou que a atividade vai além do entretenimento e cumpre um papel formativo dentro da escola. “A Mônica mistura a magia de ser criança com educação antirracista. No início, para eles é apenas um teatro, com um cenário bonito e músicas que conhecem. Mas quando surge o questionamento ‘Eu posso ser astronauta porque sou negra?’, algo muda. Eles começam a refletir. É nesse momento que entra a educação, e a gente sente essa diferença”, concluiu a diretora.
Participaram da apresentação junto com a Mônica as atrizes Samira Abdalla e Letícia Nobre, juntas elas fazem parte do grupo de teatro Cia Ohana. O projeto é realizado através do edital Literatura do Rio ao Rj.
noticias2026-02-27T16:50:45-03:00
Portal de Notícias-BM
LR
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