Caso de sapo com boca colada em Barra Mansa remete a episódios de ‘bruxaria’ no país
Um sapo-cururu com a boca colada, encontrado em Barra Mansa, chamou atenção e levantou suspeitas de maldade ou possível ritual de bruxaria. O animal foi resgatado pela Brigada Florestal dentro de uma residência no bairro Colônia Santo Antônio e encaminhado ao Zoológico Municipal de Volta Redonda (Zoo-VR), onde passou por tratamento. Após os cuidados, o sapo foi solto em Volta Redonda, nesta quinta-feira (5), com acompanhamento do coordenador da Brigada Florestal de Barra Mansa, Denilson Sicupira.
A moradora que encontrou o animal percebeu que a boca estava colada e acionou as autoridades ambientais. O caso remete a um episódio ocorrido em 2011, em Buritizeiro (MG), quando sapos com a boca costurada ou colada foram deixados na prefeitura, supostamente com nomes de pessoas dentro da boca, em meio a disputas políticas locais. Na época, sapos com a boca costurada ou colada foram encontrados nas dependências da prefeitura. Dentro dos animais, haveria papéis com o nome do então prefeito, que enfrentava conflitos políticos e chegou a ser afastado do cargo pouco antes do primeiro sapo aparecer — retornando posteriormente por decisão da Justiça.
Segundo o historiadores, essa prática é antiga e de origem europeia, incorporada ao longo do tempo por diferentes grupos no Brasil, e costuma ser erroneamente associada a culturas africanas. Apesar das especulações, não há confirmação de ritual no caso do Sul Fluminense. O episódio, no entanto, acende um alerta para crimes ambientais e maus-tratos, independentemente da motivação.
O Zoo-VR reforçou que qualquer agressão a animais silvestres é crime, passível de punição, e orienta que situações semelhantes sejam denunciadas aos órgãos ambientais ou à polícia.
Informa Cidade
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LR
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