Ex-assistente tem vitória em processo contra Marilyn Manson por agressão sexual

Marilyn Manson fazendo careta na Eslovênia, 2018
Foto de Marilyn Manson via Shutterstock

Um processo de agressão sexual contra Marilyn Manson movido por sua ex-assistente Ashley Walters ganhou o direito de ser reaberto e pode ser levado a julgamento.

De acordo com o Deadline (via Pitchfork), o mesmo juiz que arquivou o caso que se arrastava desde 2021 alegando prescriçã, decidiu agora que ele é legalmente válido devido a uma nova lei da Califórnia que estende esse prazo.

Uma audiência foi marcada pelo juiz no dia 27 de março para analisar os desdobramentos do caso envolvendo o cantor, cujo nome legal é Brian Warner.

Essa nova lei, Projeto de Lei 250 da Assembleia, foi assinada pelo governador da Califórnia Gavin Newsom no ano passado, mas entrou em vigor logo após o arquivamento do caso no mês passado.

Justiça reabre processo contra Marilyn Manson

Steve Cochran, o juiz do Tribunal Superior de Los Angeles que supervisionou o caso, decidiu inicialmente que não tinha autoridade para aplicar a regra da descoberta tardia, devido ao intervalo de 10 anos entre o período em que Walters trabalhou com Manson e o processo de 2021.

Ashley e seus advogados argumentaram que memórias reprimidas atrasaram o ajuizamento da ação, mas quando um painel de apelação decidiu que ela teria a chance de provar isso, seus representantes não conseguiram convencer o juiz Cochran. Ao Deadline, a advogada de Walters, Bina Ahmad, apontou sobre sua cliente:

“[Ela] teve que superar muitos obstáculos, como tantas outras sobreviventes são obrigadas a fazer. O Sr. Warner tentou repetidamente evitar a responsabilização pelos abusos que cometeu contra a Sra. Walters. Mas agora, graças à lei AB 250, abusadores como o Sr. Warner não podem mais se esconder atrás da prescrição do crime.”

Ashley Walters, que trabalhou com Manson em 2010 e 2011, entrou na justiça em 2021 acusando seu ex-chefe de abusos físicos e psicológicos, afirmando ainda que sofreu “exploração sexual pessoal e profissional, manipulação e abuso psicológico”.

Marilyn Manson negou as acusações de agressão sexual feitas por Walters e, no ano passado, o Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles desistiu de apresentar acusações criminais contra Manson, alegando o prazo de prescrição e a dificuldade em provar “acusações de agressão sexual além de qualquer dúvida razoável”.

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Lara Teixeira

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