Flávio Bolsonaro integra CPI do Crime Organizado
Senador Flávio Bolsonaro é cotado para presidir Comissão Parlamentar de Inquérito (Foto: Agência Senado)
País – O Senado deu início nesta terça-feira (4) aos trabalhos da CPI do Crime Organizado, criada para investigar a atuação de facções e milícias no país. A sessão de instalação foi conduzida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), o mais velho entre os membros, conforme determina o regimento.
A composição do colegiado conta com 11 titulares e sete suplentes, e ainda não há consenso sobre quem ocupará a presidência. A disputa pelo comando envolve tanto governistas quanto oposicionistas. Estão cotados Fabiano Contarato (PT-ES), Jaques Wagner (PT-BA), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
A relatoria deve ficar com Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do requerimento que deu origem à comissão. O senador defende que o grupo investigue o “modus operandi” das organizações criminosas e apresente propostas de enfrentamento ao problema.
A CPI foi criada em junho, mas só começou a funcionar agora, após meses de impasse sobre as indicações partidárias. O avanço ocorreu depois da operação policial no Rio de Janeiro que resultou em mais de 100 mortos, episódio que reacendeu o debate sobre a expansão das milícias e a resposta do Estado.
O colegiado terá prazo de 120 dias e limite de gastos de R$ 30 mil. Entre os titulares estão, além de Vieira e Alencar, Marcio Bittar (PL-AC), Marcos do Val (Podemos-ES), Ângelo Coronel (PSD-BA), Jorge Kajuru (PSB-GO), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Magno Malta (PL-ES), Rogério Carvalho (PT-SE), Fabiano Contarato (PT-ES) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Entre os suplentes, foram indicados Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Sergio Moro (União-PR), Eduardo Girão (Novo-CE), Jaques Wagner (PT-BA) e Esperidião Amin (PP-SC).
Lívia Nascimento

LR

