Jovens lideram ocupação de novas vagas de emprego
Sul Fluminense – Com a chegada de 2026, a tendência do mercado de trabalho brasileiro deve seguir a linha de 2025, com os jovens assumindo a maior parte das novas vagas de emprego. Segundo o especialista em gestão e professor da Estácio, Flávio Guimarães, esse movimento é natural, já que os postos de trabalho migraram, historicamente, dos trabalhadores mais experientes para os mais jovens, que buscam experiência e inserção nas empresas, comércios e indústrias.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, entre janeiro e setembro de 2025, a indústria brasileira criou 405.493 novos postos de trabalho. Desse total, 57% foram ocupados por jovens de 18 a 25 anos.
“Nós estamos passando por uma, uma situação econômica instável, que favorece que os mais jovens ingressem mais rápido, nos cargos vagos. Na prática, a mão de obra jovem é mais barata do que a dos mais experientes. Além disso, para quem está em início de carreira, é mais viável pagar um salário menor”, explica o especialista.
Para Flávio, o país ainda sente os reflexos da pandemia, o que faz com que muitos empreendedores adiem investimentos e apostem na energia da juventude. Ele destaca que, para quem deseja ingressar no mercado em 2026, o alerta é otimista.
“Esse percentual deve permanecer ou talvez um pouco maior”, afirma. Segundo ele, contratar jovens traz vantagens para as empresas: “Se eu contrato o pessoal com menos experiência, mesmo eu tendo a necessidade de treiná-los, eu vou buscar esses mais jovens que estão com vontade de crescer, aí se paga um pouco menos e se consegue fazer com que ele produza, reduzindo despesa de salário”.
Flávio reforça que, no próximo ano, as empresas devem continuar buscando economia: “Não vai ser tão fácil também, economicamente falando. Além do Caged mostrar isso, eu também aposto que essa taxa de jovens ocupando novas vagas, deve crescer”.
O especialista observa ainda que os jovens têm vontade de crescer rápido e produzir resultados rapidamente, o que se alinha ao ritmo da tecnologia e da competitividade do mercado. “A tecnologia tem mostrado isso, né? Quanto mais veloz você, mais seguidor você tem. Quem tem mais produtividade, está mais disposto ao primeiro emprego, né? Os jovens estão começando a ver o mercado um pouco mais agressivo em termos de competitividade. Porém não devemos nos esquecer daqueles que detém experiência e vão direcionar as consultorias. Eles podem não ter vigor físico igual o jovem, mas eles têm capacidade intelectual, de resolução de problema, experiência do dia a dia e até do tempo de vida, mas é certo que o mercado tá mais promissor para o jovem que tem a intenção de iniciar a própria carreira”, concluiu.
Agatha Amorim
LR


