O perigo de beijar e fazer carinhos em cães
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Sul Fluminense – Muita gente trata o cachorro como um verdadeiro membro da família. É comum ver tutores dando abraços, beijos e até dividindo a cama com seus pets. Esse carinho é natural e fortalece o vínculo afetivo entre dono e animal. No entanto, especialistas alertam que alguns hábitos podem trazer riscos à saúde, principalmente quando envolvem contato muito próximo com a boca ou o focinho do cachorro.
Beijar cães, por exemplo, pode parecer um gesto de amor, mas a boca deles abriga diversas bactérias e parasitas que podem ser transmitidos aos humanos. Entre as doenças possíveis estão a salmonelose, giardíase, leptospirose e até verminoses, além de infecções de pele e problemas gastrointestinais. Mesmo que o cachorro pareça saudável, ele pode carregar microrganismos sem apresentar sintomas.
Outro risco vem do hábito que muitos animais têm de lamber o próprio corpo, patas e até fezes de outros cães durante passeios. Quando o tutor permite lambidas no rosto, especialmente perto da boca, olhos ou nariz, aumenta a chance de contaminação. Crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa são ainda mais vulneráveis.
Isso não significa que o tutor deve deixar de demonstrar afeto. Carinhos, brincadeiras e até abraços são bem-vindos, desde que feitos de forma consciente. O ideal é evitar o contato direto com a boca do animal, não permitir lambidas no rosto e manter sempre em dia a higiene, como banhos regulares, escovação dos dentes e visitas ao veterinário.
O amor pelos cães não está em um beijo, mas no cuidado diário, na atenção e no respeito ao bem-estar deles. Dessa forma, é possível manter um vínculo saudável, cheio de carinho, mas sem colocar em risco a saúde de ninguém.
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Agatha Amorim

LR



