Projeto da UFF usa IA para mapear vulnerabilidade climática no Brasil
Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
País – Com a ajuda da inteligência artificial (IA), entre outras ferramentas, o projeto da Universidade Federal Fluminense (UFF) Riskclima identifica as áreas do Brasil mais vulneráveis aos extremos climáticos e os problemas sociais causados por eles. Com essas informações, são propostas soluções específicas para cada localidade para melhorar a qualidade de vida da população.

Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o projeto Riskclima foi criado em 2022 e tem duração prevista até 2026. Os pesquisadores vêm observando o que está ocorrendo com o clima nas últimas seis décadas e fazendo projeções climáticas.
“A ideia é criar um relatório executivo e, de alguma maneira, tentar fazer com que ele possa contribuir para criação de políticas públicas”, diz o coordenador do projeto Riskclima, Márcio Cataldi, professor do Laboratório de Monitoramento e Modelagem do Sistema Climático (Lammoc) da UFF.
Clique aqui para fazer parte da comunidade do Diário do Vale no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal do Diário do Vale no WhatsApp
Como funciona o projeto
Os pesquisadores do Riskclima investigam quais são os fenômenos extremos mais frequentes e mais intensos que podem, de acordo com a vulnerabilidade, ocasionar algum tipo de risco. A partir da avaliação dos perigos prevalecentes em cada zona do país analisada, é realizado um levantamento das ações cabíveis para mitigar o impacto climático em cada área.
Uma das ferramentas utilizadas no projeto, é a IA, usada para adequar os modelos climáticos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) para uma realidade brasileira atual. O IPCC conta com modelos utilizados pelo mundo todo, que vão indicar a mudança climática daqui a 20 anos.
Próximos passos
Antes do encerramento do projeto, previsto para 2026, será apresentado às autoridades do Brasil um relatório executivo com propostas de soluções, visando a tomada de providências e a elaboração de políticas públicas que ajudem a sanar esses diferentes problemas climáticos.
“O importante é sentar com as autoridades, mostrar a urgência de implementação dessas políticas e nos colocar à disposição, como universidade pública, para ajudar a começar a mitigar os problemas climáticos”, afirmou Cataldi. “Não dá pra esperar”, ressaltou Márcio Cataldi.
O coordenador do projeto argumentou que não se deve esperar 2050, porque os perigos climáticos já estão acontecendo agora. O objetivo, enfatizou, é trabalhar com o nível de conhecimento que se tem, para que essas soluções sejam adaptadas e comecem a fazer efeito, isto é, comecem a melhorar todos os problemas climáticos, até começar a mitigar.
O pesquisador esclareceu ainda que mesmo se os países deixassem de emitir hoje os gases de efeito estufa, o clima não voltaria ao que era antes. “
Ainda demoraria duas décadas para retornar o equilíbrio. Então, o que a gente quer fazer é tentar mostrar onde as ações de mitigação deveriam ser prioritárias”. Com informações de Agência Brasil.
alice couto
Projeto da UFF usa IA para mapear vulnerabilidade climática no Brasil

LR
Projeto da UFF usa IA para mapear vulnerabilidade climática no Brasil








