Reconhecimento facial amplia segurança e muda acesso aos estádios
País – A entrada nos estádios brasileiros passa por uma transformação: o tradicional ingresso físico dá lugar à biometria facial, tecnologia que já é obrigatória em arenas com capacidade superior a 20 mil torcedores. A medida, prevista na Lei Geral do Esporte, tem como objetivo aumentar a segurança, reduzir fraudes e tornar o acesso mais ágil.
Com o novo sistema, o torcedor precisa apenas cadastrar o rosto no momento da compra do ingresso. Na entrada, a liberação ocorre automaticamente, sem necessidade de apresentar tíquete ou documento. A personalização do ingresso impede a transferência entre pessoas e dificulta a ação de cambistas.
De acordo com especialistas do setor, a tecnologia tem contribuído para aumentar a presença de público nos estádios. Além da agilidade, com redução significativa nas filas, há registros de crescimento na participação de famílias, mulheres e crianças nas partidas. Dados recentes apontam também um aumento médio de público após a implantação do sistema.
Outro ponto destacado é o reforço na segurança. Os sistemas de reconhecimento facial são integrados a bancos de dados oficiais, permitindo a identificação de pessoas com pendências judiciais. Em alguns casos, torcedores procurados pela Justiça foram detidos ao tentar acessar os estádios.
Em Volta Redonda, o Estádio Raulino de Oliveira já conta com câmeras de reconhecimento facial integradas ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). A tecnologia é utilizada para reforçar a segurança em grandes eventos, atuando na identificação de foragidos da Justiça e pessoas desaparecidas, além do monitoramento do público.
O sistema é interligado ao banco de dados da Polícia do Estado e faz parte de uma estrutura mais ampla coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), que abrange diferentes áreas da cidade. Desde o fim de 2024, a tecnologia já auxiliou na identificação de dezenas de foragidos e pessoas desaparecidas no município.
Considerado um dos principais equipamentos públicos da cidade, o Raulino de Oliveira foi escolhido como ponto estratégico para a instalação das câmeras, permitindo o monitoramento do deslocamento de pessoas durante eventos de grande porte.
Clubes que adotaram a tecnologia também relatam ganhos operacionais e financeiros, como a redução de custos com emissão de carteirinhas e maior controle sobre o público presente nas arenas.
Apesar dos avanços, o uso da biometria facial levanta debates. Especialistas e entidades apontam preocupações relacionadas à privacidade, ao armazenamento de dados e ao risco de erros na identificação, principalmente em relação a recortes de raça e gênero. Estudos indicam que a precisão dos sistemas pode variar, o que reforça a necessidade de aperfeiçoamento contínuo e de regulamentação adequada.
Ainda assim, a tendência é de expansão da tecnologia. Além do futebol, o reconhecimento facial já começa a ser adotado em shows e grandes eventos, consolidando-se como uma ferramenta cada vez mais presente no controle de acesso e na segurança pública. Com informações da Agência Brasil.
Vinicius
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LR
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