Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo G

É, amigos… não deu para o sonho do hexa no Brasil, mas a Copa do Mundo 2026 continua acontecendo a todo vapor e ainda tem muitos grandes jogos pela frente.
O número de seleções vai se reduzindo cada vez mais, mas a boa notícia é que por aqui todos os países seguem vivos na nossa série que destaca a pluralidade do mundo da música, te levando por uma viagem pelas culturas de diferentes países e mostrando que há (muita) coisa boa espalhada por aí.
Hoje é dia de conhecer a música do Grupo G, que contou com Béglica, Egito, Irã e Nova Zelândia. Visto por muitos como um grupo fraco, sendo até ironicamente chamado de “grupo da vida” por isso, o Grupo G ainda tem dois representantes vivos até a publicação desta lista – a Bélgica joga as oitavas de final contra os Estados Unidos hoje (6) e o Egito enfrenta a Argentina amanhã (7).
Por muito pouco, o Irã não conseguiu se classificar entre os terceiros colocados, enquanto a Nova Zelândia ocupou a última posição na primeira fase e também se despediu mais cedo da Copa do Mundo – mas, por aqui, terá posição de destaque.
Veja a lista com recomendações do Grupo G logo abaixo, depois dos links para os grupos anteriores!
Bandas e artistas do Grupo G da Copa do Mundo 2026
Bélgica: Brutus
É difícil falar da música belga sem mencionar o sensacional Stromae, que colocou o pop belga no mapa mundial com hits como “Alors On Danse” e “Papaoutai”, combinando ritmos típicos, hip hop e eletrônica com uma teatralidade visual única e abrindo caminho para outros destaques como a ótima Angèle, que tem parcerias com nomes como Dua Lipa e Justice.
Quem acompanha as coberturas musicais de Copas do Mundo do TMDQA! também já conhece nomes do rock belga como The Blackbox Revelation e BRNS, que apareceram em edições anteriores desta série. A cena pesada do país é outra que não decepciona, com o Metal sendo representado por bandas como Amenra, referência absoluta no cenário europeu.
Nosso destaque da vez, no entanto, vai para o trio Brutus, comandado pela vocalista e baterista Stefanie Mannaerts. Completada por Stijn Vanhoegaerden na guitarra e Peter Mulders no baixo, a banda formada em Leuven tem atualmente três discos de estúdio que destacam o talento hipnotizante de Stefanie tanto como vocalista quanto como baterista.
Para além de sua intrigante formação, o grupo tem uma sonoridade totalmente única que navega entre o peso do Metal e a atmosfera etérea do Post-Rock, incluindo músicas bem longas com diversos trechos instrumentais.
Egito: Mohamed Ramadan
O Egito carrega uma tradição musical longa, mas o artista mais em alta no momento é Mohamed Ramadan, que no ano passado se tornou o primeiro egípcio a se apresentar no Coachella.
Cantor, rapper, ator e produtor, Ramadan tem mais de 85 milhões de seguidores nas redes sociais e acumula mais de 6 bilhões de visualizações no YouTube graças a hits como “Number One”, “Mafia” e “Ya Habibi”, que liderou as paradas em 15 países. A tendência, nos próximos anos, é só crescer ainda mais.
Entre outros destaques por aqui estão a DJ e produtora Ashibah (Sarah Finne Christensen). Nascida na Dinamarca e criada no Cairo até os 19 anos, ela hoje vive entre o Brasil e a Europa e já conquistou palcos como Lollapalooza, Rock in Rio e Tomorrowland. Já no metal, a Massive Scar Era, projeto liderado pela guitarrista e vocalista Cherine Amr, nasceu em Alexandria em 2004 como uma banda feminina de metal, enfrentou perseguição religiosa e acusações de satanismo, e hoje, radicada em Montreal, segue fazendo uma fusão única de metal progressivo, pós-grunge e música egípcia tradicional.
Irã: Angband
Formada em 2004 em Teerã pelo guitarrista e músico clássico Mahyar Dean, autor de livros sobre o Death e o Testament (e que trocou cartas com o saudoso Chuck Schuldiner), a Angband foi a primeira banda iraniana a assinar com uma gravadora internacional, a alemã Pure Steel Records, e lançou o álbum de estreia Rising from Apadana em 2008.
O grande diferencial do grupo é incorporar o daff, percussão persa tradicional, ao som pesado, e seus quatro álbuns de estúdio foram mixados e masterizados pelo produtor alemão Achim Köhler (Primal Fear, Accept). O mais recente, IV (2020), conta com os vocais do lendário Tim Aymar, do Control Denied (a última banda de Chuck Schuldiner), fechando um ciclo de admiração mútua que atravessa décadas e fronteiras.
Vale destacar que diáspora iraniana também produziu artistas de destaque global como Sevdaliza, nascida em Teerã em 1987 e criada na Holanda desde os cinco anos, que construiu uma carreira singular no cruzamento entre pop experimental, R&B, eletrônica e arte visual.
Nova Zelândia: Balu Brigada
Com pouco mais de cinco milhões de habitantes, a Nova Zelândia produz artistas numa proporção assustadora. Nos anos 2010, por exemplo, Lorde redefiniu o pop adolescente enquanto o The Naked and Famous levou o synth-pop neozelandês ao mundo com o hit “Young Blood”. Na geração mais recente, a cantora BENEE viralizou globalmente com “Supalonely” durante a pandemia, e o quinteto LEISURE vem construindo uma base de fãs internacional com seu synth-funk suave e sofisticado.
Mas o grande destaque neozelandês para esta Copa é o Balu Brigada, duo formado pelos irmãos Henry e Pierre Beasley, de Auckland. A dupla, que ganhou visibilidade ao abrir shows da turnê Clancy do Twenty One Pilots entre 2024 e 2025, passou inclusive pelo Brasil e conquistou uma legião de fãs que se apaixonou pelo álbum de estreia Portal, do ano passado.
Curiosamente, a banda também tem uma relação com o futebol já que o hit “So Cold” marcou a trilha sonora do jogo EA Sports FC 25, relembrando os velhos tempos de ouro da música Indie e alternativa nos games de esporte!
O post Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo G apareceu primeiro em TMDQA!.
Felipe Ernani
Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo G

LR
Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo G




Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.