Justiça decreta prisão preventiva de servidor suspeito de desviar R$ 8 mi em BM

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Foto: Paulo Dimas                                                                                                                                                                    Decisão, proferida pela Vara Criminal, autorizou medidas cautelares probatórias, como busca e apreensão, todas cumpridas

 

 

Barra Mansa – A Justiça de Barra Mansa decretou a prisão preventiva de um servidor público municipal suspeito de desviar recursos de fundos assistenciais ligados à Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos. A decisão, proferida pela Vara Criminal do município, também autorizou medidas cautelares probatórias, como busca e apreensão, e foi cumprida em operação realizada nesta sexta-feira (19), quando o suspeito foi conduzido por agentes policiais para a 90ª DP (Delegacia de Polícia).

A prisão ocorreu após a promotora de Justiça Natália Cortez, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, acolher a representação da Polícia Civil e oferecer denúncia na quinta-feira (18).

De acordo com a Polícia Civil, no dia 2 de dezembro de 2025, a Prefeitura de Barra Mansa comunicou à 90ª Delegacia de Polícia a constatação de um vultoso desvio financeiro envolvendo recursos do Fundo Municipal de Assistência Social (FMAS), do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Fundo Municipal dos Direitos do Idoso (FMDI). A denúncia foi formalizada pelos secretários municipais de Finanças, Leonardo Ramos de Oliveira, e de Assistência Social, Joseane Ricarte — esposa do prefeito Luiz Furlani.

Os desvios teriam sido praticados pelo então tesoureiro e administrador dos fundos. Após uma auditoria preliminar dos representantes da administração municipal, foi identificado um prejuízo inicial estimado em R$ 8 milhões. O suspeito se apresentou voluntariamente à delegacia.

Segundo um dos agentes envolvidos na investigação, diante da gravidade do caso, foi realizada uma reunião com os secretários municipais e o prefeito para esclarecer os fatos. Funcionários foram ouvidos e relatórios de auditoria analisados, o que permitiu identificar o modus operandi do investigado. “O prejuízo financeiro causado à prefeitura gera risco à continuidade dos serviços públicos e ao pagamento das despesas correntes”, destacou o agente.

Conforme depoimentos colhidos e uma suposta confissão do suspeito, a Polícia Civil aponta que ele teria desviado recursos das contas bancárias da prefeitura por meio de transferências via PIX, destinando os valores, em grande parte, para contas pessoais ou para contas que não correspondiam a empresas cadastradas como prestadoras de serviços. Para ocultar os desvios, o servidor teria inserido dados falsos no sistema informatizado da prefeitura, incluindo extratos bancários adulterados.

Após reunião com o Ministério Público, ficou definido que a primeira fase das investigações teria como foco exclusivo o crime de peculato e a conduta do servidor suspeito.

Ainda segundo o processo, na sexta-feira passada (12), a 90ª DP, por meio do delegado titular Marcus Montez, representou pela decretação da prisão preventiva e por outras medidas cautelares, pedido que foi acatado pelo Ministério Público e pela Justiça.

As investigações continuam para apurar a extensão dos danos e a possível participação de outros envolvidos.

Osmar Neves

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