Mercado reduz previsão de inflação para 5,02% em 2026

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Projeção caiu em relação aos 5,03% estimados na semana passada e aos 5,16% previstos há quatro semanas

País – O mercado financeiro reduziu pela sexta semana consecutiva a previsão para a inflação brasileira em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10), pelo Banco Central (BC), a expectativa é de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre o ano em 5,02%.

A projeção caiu em relação aos 5,03% estimados na semana passada e aos 5,16% previstos há quatro semanas.

Também houve revisão na expectativa para o desempenho da economia. A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,99% para 1,98%.

Para o câmbio, o mercado manteve a estimativa de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20. A projeção permanece nesse nível há oito semanas.

Já a expectativa para a taxa básica de juros também não mudou. O mercado continua prevendo que a Selic termine 2026 em 13,75% ao ano.

Projeções para 2027 e 2028

Para 2027, as projeções para inflação, câmbio e Selic permaneceram estáveis em relação à semana anterior. A previsão para o IPCA é de 4,22%, enquanto o dólar deve encerrar o ano em R$ 5,28 e a Selic em 12%.

A estimativa para o crescimento do PIB em 2027, por outro lado, foi revisada de 1,57% para 1,52%.

Para 2028, o mercado manteve as projeções de inflação em 3,80%, crescimento do PIB em 2%, dólar a R$ 5,30 e Selic em 10,50%.

Juros e controle da inflação

A taxa Selic é utilizada pelo Banco Central como principal instrumento para controlar a inflação. A manutenção de juros elevados tende a encarecer o crédito e reduzir o consumo e o ritmo da atividade econômica, contribuindo para conter a pressão sobre os preços.

Por outro lado, a redução dos juros pode estimular o consumo e os investimentos, favorecendo a atividade econômica.

Copom reduziu Selic para 14%

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), encerrada em 5 de agosto, o Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano.

Foi a quarta redução consecutiva da taxa básica de juros.

Segundo o BC, a decisão faz parte da estratégia de condução da política monetária para levar a inflação em direção à meta nos próximos períodos.

O Copom também destacou a necessidade de cautela diante das incertezas no cenário internacional, incluindo conflitos no Oriente Médio e decisões de política monetária de economias desenvolvidas.

No cenário doméstico, o Banco Central avaliou que a atividade econômica apresenta desaceleração gradual, enquanto o mercado de trabalho permanece aquecido.

A autoridade monetária também apontou perda de força da inflação recente, embora os índices ainda estejam acima do limite superior da meta. Os núcleos de inflação, que excluem ou reduzem o peso de itens mais voláteis, apresentaram desaceleração.

Carol Berg

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LR

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